Eu Não Sou Humano Não

Hoje acordei com pensamentos obsoletos, acordei pensando em política e para mim não há nada mais antiquado que o pensamento político, veja bem, falo do pensamento político e não da política em si. 

Mas é de se esperar, humanos são melhores em teorias, a prática nunca foi o forte da humanidade, a perfeição ou a ideia mais próxima dela sempre se perde nas maneiras torpes do homo-sapiens. 

Eu costumava afirmar ser comunista, mas (Louvado seja o Sol) hoje já nem sei mais o que sou. Eu, como todos os outros estudiosos dessa filosofia, estou longe de compreende-la, pois está além de meu alcance moral, sou integrante da raça humana que emergiu da vitória do mais forte; quem podia mais chorava menos… A lei do matar ou morrer… A Sobrevivência!

O comunismo não pode ser só barbas cumpridas, sovacos fedorentos e fotos de Che na parede rabiscada do quarto e ela precisa muito menos da soberba dos universitários e intelectuais que não sabem levantar o valor entre o que comem e o que vestem!

O Comunismo pede amor, e como o ódio é o que há de mais próximo… Isso explica a guerra como seu pérfido subproduto. 

O comunismo pede renuncia; cooperatividade… Pede coisas que… Vamos assumir, não somos capazes de oferecer. 

Queremos subir e se tivermos como degraus as cabeças dos mais fracos, de certo, a subida será mais saborosa… Somos piratas, pilhadores… É da natureza humana o imperialismo, a disputa, não evoluímos se não for competindo e conquistando, já escrevi muitas vezes isso: O Comunismo não é da competência moral humana… E por isso, somente por isso, a sua sombra deturpada só é capaz de se materializar entre nós através das ditaduras!
Então é claro que a bandeira tem de ser vermelha, pois o sangue é o combustível do comunismo; claro que é violência impor algo para uma raça que está longe de entender, quanto mais viver, esse “algo”.

Estou aqui, observando a degeneração da carne para fins de regeneração da alma (Nem dormi ainda, estou me perguntando se a causa de minha insônia é o Presidente e seus militares, ou, se é a minha mãe)… Estou aqui buscando o vil metal, se fazendo mola propulsora dos lucros dos que estão no topo dessa piramide social; não há como fugir da prostituição que o capitalismo impõe… Somos todos putas! E isso não nos faz menos dignos, sobreviver sempre será a melhor opção… fazer o que, não é mesmo? 

Estava divagando enquanto voltava da padaria e então… Vi uma senhora agarrada com seu cachorro, está frio, mas acho que para a mulher a pelagem do bicho não era suficiente, o coitadinho estava de agasalho vermelho; de toca e botinhas de pano; o cachorro me olhou com tanto desespero, um pedido de socorro mudo, que se por acaso falasse com ele, o pentecoste teria se manifestado e de certo eu iria latir!

Pensei: O Homem é tão “fofinho” ao exercer a sua superioridade… Claro, os animais são nossos iguais, mas ainda sim somos superiores e todo superior quando adota um ser inferior o obriga a escalar até os seus padrões: Temos cachorros comendo na mesa com humanos, vestindo-se como humanos, tendo festas de aniversário, tratamentos de estetística e tudo o que humanos entendem por conforto, respeito e luxo.

Mas se são iguais e devem ser tratados com respeito, por que ao invés de por os cães na mesa, não descemos e comemos com eles no chão? Muito pelo contrário, quem come com os cães é invisível, não são vistos, muito menos adotados… São banidos, julgados e massacrados!

Somos incapazes de respeitar a essência do outro e achando que estamos fazendo o bem, acabamos que fazendo o mal, exatamente como a senhora que hoje resolveu que seu cachorro tinha de se agasalhar!

Onde está a moral? Nesse caso quem é o capitalismo e quem é o comunismo?
Nesse caso, ser o cachorro ou ser o humano é de escolha de cada um… O Cachorro nos braços da senhora ilustrou a tortura do capitalismo ao mesmo tempo que exemplificou a violência no emprego do comunismo!

O RETRATO MAIS PERFEITO DO MUNDO QUE JÁ VI!

E… Nesse momento eu me sinto o cachorro sendo instrumento do domínio humano, não importa pra que lado vá, não passo de  um ser vivendo o sistema que não comporta a essência da própria alma, porém a minha humanidade destoa até mesmo de minhas crenças, pois eu também sou humano!

Talvez um humano com sonhos esquizofrênicos, onde acredita que a natureza humana voltada para o bem sempre irá prevalecer, mas quem estamos enganando? 

Somos seres perversos vivendo no reino do amor, não somos capazes de nada que escape de nossa parva compreensão… De nada que não supra as nossas ambições, que nascem do desejo primitivo por : ABRIGO…COMIDA e REPRODUÇÃO… Tudo que fazemos é para a realização desses desejos e até os que parecem fugir dessas necessidades, são na verdade, nada mais que derivados da necessidade em: MORAR…COMER E TREPAR!

Acho que depois de muito tempo intoxicados nessa busca, o homem se sente vazio, nada pode preencher… Evoluiu os desejos e viu-se desejando respostas mais sofisticadas, então caiu na bobagem de inventar a personalidade humana de Deus, que, por culpa das religiões, hoje é mais um servo do Capitalismo e mata mais que o comunismo, se quer, pensou em matar…Coitado! 

E quem evoluiu e caiu no visgo da fé torna-se mais uma vez escravo  dos que se fazem mais fortes porque mantêm-se firmes no afã de Dominar, pois quem domina possui tudo… COMIDA…CASTELO e AMANTES… Se é que me entendem…

Que delicioso é ver o ruir de minhas ideologias e olhar para os escombros de minhas antigas certezas! Que maravilha é esse delicioso enigma: E Agora, o que sou eu e o que devo fazer?

Não sei, mas me sinto forte… E eu vou rir mais uma vez… Pode crer!!!

Luana RC Thoreserc 

 

Fria Manhã

Para aqueles cuja minha alacridade é importante, saibam que eu sei o quão laborioso é entender quando a tristeza escapa pelas culatras de minha armadura de aço, e se por vezes dela faço uso é por não querer, de forma alguma, que se sintam culpados pelo o que não possuem culpa alguma; não quero que se sintam fracassados no desejo empático de me verem feliz! Eu sou feliz! Alegria e Tristeza não são estados, são momentos…

Não sou um ser infeliz que vaga sedento por instantes de falsa alegria, sou o contrário… Sou um ser em plena felicidade, mas que vagueia no olhar perdido das multidões e posso ler as suas tristezas, o espirito afoito do mundo me causa assombro; a ausência do amor pesa no meu peito, sinto tanta pena… Chego a detestar essa vaidade, e por mais os amigos me cantem em belas rimas todas as minhas qualidades, como humano não me compreendo digno de tal sentimento, luto contra ele todo instante e se fosse expressar sem receio… Esboçaria perguntas: Quem sou eu para me ver vencido diante a maldade?
Por que me causa tanta dor a crueldade que o planeta emite ao universo?
Parece que o planeta arde em meu peito e eu me sinto tão pequeno… Escravo eterno de meus defeitos!

Por vezes não suporto todos esses lamentos; eu ainda sou escapista de mim mesmo; há quem diga que pelo simples fato de não aceitar a minha bondade… Mas me perdoem todos vós que me creditam indulgência, Eu tento crer… Como tento arrancar de mim todo esse fogo gélido e esse estranho dual tormento!

Não quero julgar o mundo, pois não possuo moral para isso, mas por que é tão difícil ignorar as pequenas coisas? São elas que mais vejo e sempre que me deparo com esses estilhaços de defeitos enfincados nos dedos alheios, eu pericio as minhas próprias mãos, pois se vejo ali, tão facilmente, em meu irmão, então… Eu também os tenho!

No que se refere a qualidades e defeitos pode-se dizer que: Reconhecemos o que conhecemos em nós primeiro!

E se o que vejo é o perverso superando a amabilidade, onde estou errando?

Talvez com o humano que mais merece a minha misericórdia; o humano que antes do perdão de Deus, necessita com grande urgência o meu perdão… Esse homem que sem ele nada posso! Se eu não o amar, incapaz sou de amar o próximo, e se vemos o que temos e o que vejo no mundo é dor e essa dor me esmaga a todo tempo, então talvez agora eu entenda, que a dor que vejo no mundo é a dor desse humano que flagelo com minha rigidez, que não recebe descanso e nem elogio; esse humano que enveneno com minhas criticas, que exijo tanto e tanto que por vezes mal consegue se erguer, e mesmo caído, não tenho pena, eu sigo com o meu chicote impiedoso… Não é o mundo que preciso salvar, preciso salvar esse homem que vejo as chagas sangrar e não me causa pena, antes as lavo com vinagre e as cubro com sal…
Esse humano, que vejo nos olhos de cada ser que desejo salvar , sou eu mesmo, mas eu não consigo ama-lo de outro jeito e por isso dou créditos de vaidade ao meu humanitarismo…

Haaaaaaa que me sinto deslaiado… Como um maldito viciado que chega sempre nas melhores conclusões, até muda, mas de tempos em tempos reincide em seu antigo estado e erro… Santo Deus…

Repito todos os dias diante o espelho: Mude, mude a si primeiro!
Aquele que salva um único homem salvou o mundo inteiro…Então salve a si mesmo é o que pode e deve fazer primeiro!

Só por um dia! 

Ciclo/Monologo de Três Atos

Publiquei esse poema 22/12/2014 no site Recanto das letras, me lembro do dia que escrevi. Já passaram por um dia esquisito que nada parece que nada vai acontecer, mas o ar; o tempo; a luz; até os passos das pessoas na rua parecem prenunciar algo?
Então…
Foi um divisor de águas em minha vida! Na época não compreendi, mas hoje sei que fez toda diferença!

Uma vez soterrado por uma avalanche não culpe a neve, vamos convir que talvez a causa do desastre tenha sido gritar aos pés de uma montanha cheia de neve.

 

O Ciclo / monólogo de 3 Atos

introdução:

Sim… Era fervente, um caldeirão mantendo aquecidos os vícios
Uma grande sopa de letras em desuso!
Sim…Era uma Terra fértil, onde prosperava a erva daninha
onde feliz era o escaravelho, uma vez dentro da rosa, ali morria e matava seu amor!
Sim, era a dança inurbana entre o gozo e a dor…
Sim… Era saboroso; há quem, aos olhos de todos, comia o indecoroso
O Corajoso se diferenciava do medroso que escondia pedaços de carne no bolso…
E o cordeiro morria levando para o túmulo a fome do lobo…

Sim… Era divertido, forte e perfumado, uma vinho “safrado”
porém velho no carvalho…Todos se embriagaram…
E esse é o começo de um espetáculo que parece ter começado em uma festa
mas entre panos e figurinos embolorados, os atores, maltratados
dormiam o sono dos cansados…
E o começo do primeiro ato é só o meio do fim que agora declaro!

1° Ato/ A dança…


Mandrião – Óh! Estrela mor que me guia no clarão da lua
Donde vem o som do bandolim e esse cheiro sórdido
De carne suada e nua?
Estrela da manhã- Oras!!! Erga-te do leito preguiçoso de teu embaraço!!!
Abra a janela e os braços, veja que é dia e saia de tua noite perene…
Olhe com teus olhos e veja… Vá em frente!

Mandrião – E lá vou eu deslizando em acasos de sobrenaturalidade
Uma caixa de segredo, uma serpente antiga na pele de uma ninfa repleta de vaidade!
Sem respeito, sem rodeio… Sem medo… Achei o caminho e entrei no festejo!
Assombrado desespero!
Nem Dionísio suportaria, Caligula esconderia de vergonha o rosto
Na festa o pão era sagrado e o vinho generoso…
Não era profano, era épico…Patético e hilariante!
Seres da energia elétrica apagavam luzes e acendiam velas
Eu, mandrião de mim mesmo, entrei e dancei… Inebriante, me fartei, mas tal como serpente, me vinguei…
Minha falsa inaptidão para expressar minha dança, acelerou a musica
damas e cavalheiros tropeçaram nas tabuas soltas do chão…
Sem me anunciar, me anunciei, e me tornei dono do salão…
E de fato eu era, mas também era mandrião… Todos fantoches sem controle
amarrei em meus dedos os cordões e me sentei no alto entre arrufos e matinada…
Do alto controle eu ria, mas por dentro, pobre de mim, chorava!

2° Ato/ O incomodo

Mandrião – O mundo já não era o mesmo…
As ressacas das noites de festa
não eram como as antigas ressacas
não havia amnésia…
Não me esquecia “daquela gente” odiosa
do perfume fúnebre e enjoado da Rosa
dos gritos e duelos
Nada, depois “deles” , conseguia ser belo…
Do que falavam e por quem falavam?
Quem, Por Deus, quem havia entregado a chave de meu Baú?
Como conseguiam brigar pelos meus sonhos e medos…
Abjetos do mundo real, quem era “aquela gente” pra falar de meus segredos?
– Cazzo!
Na minha frente quebrou-se o espelho, e eu me fiz em mil pedaços
Agarrei a primeira mão que esticou, fui embora, mas…
Um rei não cai sem que caia seu império, e em mil pedaços se desfez o salão!
Órfãos, os convivas, seguiam em busca de mais um cheiro, de um ínfimo som!
Enquanto isso eu apenas me permitia, dando meu “Pitaco”, mas aceitando a verdade que me sorria…
Reza a lenda que ainda procuram…
Não sei, mas essa é a tristeza do vício, ele não sara, só fica escondido…
Que viciado era eu, reles Mandrião, sem propósito de agradar aos deuses?
Era viciado em seguir “aquela gente” ou era apenas um suspiro como eles?
Seria a droga? Não, petulância a minha, a droga era a própria natureza humana
Como livrar-se da própria natureza em cair, deixando de voar por não ter asas?
Nunca saberei, e se souber, com certeza esquecerei, pois ninguém vence pelo o que já se fez…
Pense… Hoje, Alexandre, quantas Gaugamelas haveria de lutar para ser grande novamente?
Ninguém vive da glória do que passou, mas das possibilidades que o presente para o futuro desenha, desenhará, desenhou…

Ato final… O FiM do Ciclo

Na grande fraternidade desta quase falida constituição
Eu sentei em sala de aula, fui quadro negro e o giz
Fui a fome de saber do aluno e a preguiça do repetente
O sonho do professor e seu empenho…
Fui a força que caiu e a fraqueza que seguiu em frente…
Firme, impávido
Mas… Um olho no peixe e outro no gato!
Nas estradas da vida fui os pés apressados
E o arrastar cansado…
fui o viajante e fui seu rastro…
Nos céus antigos poeira cósmica da nova era, sim, eu Fui
Nos céus de hoje um olhar em busca do antigo astro!
Apressado, calmo, contemplador sempre a espera…
Fui o silêncio no grito do medo
O barulho na meditação do Yogui…Sim, eu fui…
Os degraus da escada de Jacó
Fui o anjo que caiu e o que voltou
o sábio que desfez o laço e o tolo que deu o nó…
Joguei-me do precipício, desviando das pedras encontrei o mar
Criança, homem, mulher, mago, seco, frio, vasto completo…Cálido…
Mergulhei!
De um dicionário fui todas as palavras e do calar fui a pressa que há
no eterno segundo que antecede um esperado beijo…
Fui portas escancaradas e da mesma porta o cadeado , a chave e o fecho!
Me precipitei nos braços de sonhadores artistas, pintaram meus sonhos
cantaram meu amor e recitaram meu mais íntimo segredo…
Me deram nomes… Conhecidos senhores da espada, anônimos semeando a terra…
Quem organizou desorganizou, quem perdeu é quem ganhou a guerra…
Sim eu fui… O tudo e o nada de que o amigo precisou
Mas hoje me despeço desta casca sugada e sem uma gota de vigor
para reconstruir o que de mim restou…

Thoreserc
22/12/2014

 

Oração ao Senhor de Israel

Escondestes tua misericórdia, ou escondemos de ti a face todos os dias, principalmente quando tentamos em teu santo nome sermos guias?

O que fizemos de nossa semelhança com a tua magnânima e amorosa imagem?

Não podemos tão facilmente encontrar o que nos aproxima, assassinamos a capacidade de amar e nos cobrimos de doutrinas…

Ocultamos a tua misericórdia com nossa vaidade e fizemos de ti a falha deidade que, imperiosa, esmaga quem não se curva!

Será… Será que espera de tua criação toda essa idolatria desmedida que promove a guerra?
Será que te agrada tantos irmãos separados em denominações, enquanto outros explodem a própria alma junto ao corpo de milhares, tudo por perversas convicções?

Tentando nos fazer perfeitos aos teus olhos, nos tornamos a nossa própria destruição!

Como achar a tua misericórdia em meio a escoria de teus seguidores?

Eu busco teus olhos nos confins de tua criação, sou ser de eras longínquas, sempre e pra sempre completamente apaixonado por cada molécula transitória dessa existência…

A complexidade humana me enfeitiçou os sentidos, e eu só o vejo existindo tal como essas crianças cósmicas , tão poderosas, porém despercebidas da própria grandeza!

Eu sou uma dessas crianças e isso é LINDO!

Dobra-me os joelhos quando te vejo no homem que redescobre o amor!
Meus olhos brilham de admiração quando vejo o auge da fé e quando o amor atinge a paixão!

Senhor de Davi, Deus louvado por Salomão! Minha idolatria a ti é em carne viva, a chaga companheira que levo em meu peito por muitas vidas!

Pois eu sou enamorado por tua guerra e por tua espada severa que não perdoa os inimigos!

Tão apegado aos seus pequeninos filhos… Tão parecido comigo!
Pois, pobre do homem que tocar no que me pertence, e nesse “pertencer” há tantos seres livres cujo o meu amor escravizou!

Sou eu mortificado na paixão por tua criação…
E todas as potencias divinas, que em diminuta escala, faz o homem ser a sua mais bela criação!

Como gostaria de beijar a face de cada um de meus irmãos… E dizer quão belos e importantes, ao menos para mim, são! 

Te vejo na oração da simplória senhora que caminha o sertão com seu rosário entre os dedos enquanto a boca assovia a Ave- Maria!

Te vejo existir nas habilidosas mãos dos médicos e no coração dos tantos mestres desta Terra!

Te vejo na coragem do jovem que acredita poder mudar o mundo, e como guerreiros antigos, pintam o rosto e gritam por seus direitos!

Eu te vejo na esperteza do rico e na habilidade de sobrevivência do pobre!

Todo meu corpo reage quando o grito de teus guerreiros ecoa e em seguida tudo voa pelos ares, carne e sangue e logo estou te vendo nas lagrimas dos sobreviventes!

Se fosse me dado um cargo antigo eu seria o teu Templário, mas eu também seria o covarde que nega o teu nome pela sobrevivência dos amigos, pois eu mais os amo do que amo a ti, então perdoa-me desde já!

Se me fosse dado um posto no Holocausto, eu seria, de certo, um fardado andando pelas ruas do gueto, cheio de medalhas no peito e judeus escondidos pelos porões da vida!

Que me condene os magistrado em tuas leis, mas eu vejo beleza na tua paz e na tua guerra, é como ver a flor da esperança que nasce perfumada no seio da miséria!

E quem sou eu para contestar a sua misericórdia! Ela está até nos defeitos mais hediondos da natureza humana, pois aqueles que erraram ensinaram o caminho dos acertos !

Quem se vingou, com seu erro gastou a oportunidade do perdão, mas fez brotar o arrependimento, feliz de quem conseguiu o máximo quando vítima da vingança, reconhecer no outro o próprio mal como causa do ódio!

A fome de alguns desperta a caridade do outro, os miseráveis ensinam, além de sermos gratos, que devemos dividir; desperta no homem a maior de suas grandezas : A empatia!

Sem a guerra não poderia ser compreendida as benesses da paz!

A fé sempre será contestada quando ela matar!

Então é por nossas transgressões que chegamos ao coração do criador!
Pois sem o “não” desconheceríamos o “sim”!

Louvada seja a tua misericórdia e como disse teu profeta: Tudo provém de ti… O bem e o mal… A luz e a escuridão!

Isso para que nós, seres livres para escolher, tenhamos opção!
Escolhendo é que evoluímos… E essa é a tua misericórdia!

O caminho das decisões é de espinho, mas o final do destino é o teu coração que tal como o sol, na medida certa nos provém a vida sem nos julgar, nos mata se muito nos aproximar!

Talvez o segredo seja, não se afastar e nem desvairadamente buscar proximidade, mas encontrarmos cada qual a sua zona habitável em torno de tua grandeza!

Louvado seja Elohim o Senhor Deus de Israel! 

Thoreserc 

Caçador de Estrelas

Ergo meus olhos ao alto
e assim ignoro minhas lagrimas…
Céu negro de inverno
onde estrela alguma brilha…

E como um ultimo dia de primavera esmoreço
Como as folhas secas
danço ao soprar do vento…
Cada vez mais longe de meu oásis me percebo…

Ergo meus olhos ao alto
e assim tento afugentar minha dor…
Mas o firmamento é negro como luto
Estrelas não brilham…Sou um suspiro no escuro…

Não muito mais que um insone sonhador…
Entre tantos homens… Sem amigos
Entre tantos deuses…Sem um deus
Não muito mais que um servo sem senhor!

Contemplo terra seca ao desviar dos céus meu olhar
Grandioso deserto inóspito onde um dia existiu mar…
Areias que cedem (como eu) aos caprichos do tempo
Percebo-me aragem…
Sou o ultimo suspiro do sentimento!

Suspiro cansado e magoado…
Uma lagrima atrevida desce pelo meu rosto
morre em meus lábios…Estranha epifania
Ironia…Sinto que a tristeza me consola…
Em minha face uma molhada e salgada caricia!

Do chão retiro o peso de meus joelhos
Ergo-me forte…estufo o peito!
E quando desisto de encontrar luz nos céus
o sol, majestoso, se mostra no horizonte
E mesmo que nasça milhares de “Hojes”
Ainda sim serei o caçador de estrelas de ontem!

Eu, Sou Eu

Eu, ainda sou EU

Não creia olhos fundos do ermo
que na improbidade de tuas juras de benção
condenaste esse coração ao silêncio…
Muito menos alardeie teu desfastio
Pois não comestes das rimas a canção
teus dedos finos e gélidos não mortificaram-me o coração

Não creias tu, perversa solidão
que as belas letras acabaram-se
que não serás tu mais enfeitada de arte
ainda sei amar-te
no silencio me deitar
E meus versos noite a fora luarejar!

Não pense que perdi a voz, sedento incauto
Não é mudez, em meu melhor, apenas me calo!

Eu, ainda sou Eu
E sempre serei o poeta maldito
que não nega sua poesia
que não é gentil com a senhora vida
o poeta esnobe
que não teme o tempo e nem a morte!

Nada mudou…
O homem amargo engendrou minhas linhas
mas porque deixei…
Por misericórdia me submeti para todos os olhos
que não me queriam aqui!
Por todos que amo e amei!

No entanto…

Eu, ainda sou Eu
me permito às bicadas do corvo
Mas não nego fogo…
Poeta amigo do homem sou eu
Ressurgido em tinta e papel
o espírito audacioso de Prometheu!

Pequeno Grande Ser

Pequeno “ser” pensante
que divaga sobre a grandeza do universo
pequeno “ser” pensante
Apaixonado por estrelas
Pequeno “ser” para poucos anos
Nascer, crescer e morrer
sem nada, ou, muita coisa saber
Pequeno “ser” pensante
que prefere viajar na rota de cometas errantes
pequeno “ser” solitário
Medíocre entre seus iguais
mas grande na sua visão de espaço!

Thoreserc

“Evite sacrifícios se te falta a evolução moral do Cristo
ou a revolta para com os ingratos poderá retardar sua iluminação”
 

Thoreserc

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