Semente Cósmica

Semente cósmica

Erguer-se das profundezas da consciência tangível, driblar as limitações do que parece ser o real e o possível, e assim deparar-se com a ilusão, do tato do abraço ao contato extremo da visão!

Mergulhar no profundo mar da imaginação, além estratosfera, “al di lá” do arranjo percebido da matéria e assim encontrar a luz da escuridão…

Mergulho que é o primeiro pensamento, tímido lampejo, da voz mais potente da criação!
O próprio criador que não se perde no espaço e tempo da limitação.

Voz sufocada pelo anseio do toque belo e aromático do beijo.
Voz calada pela razão, extinto primitivo do medo.

Ergue-se a semente estelar do gerador cósmico da vida, em almas que dormem nos campos da matéria!
Cada homem uma futura rosa no jardim celestial da nova era!

E assim sou eu o “eu sou” semeado, filho do sol, semente do amor, em campos da Terra tratada com o suor do trabalhador, nas lágrimas da alegria, da tragédia, gratidão e dor…

A terra das emoções e das escolhas fazendo pressão no fecundo e cósmico grão, forte raiz de Jessé, passará ileso pelas barreiras do solo em eclosão.

E quando erguer-se e desabrochar, Rosa em consciência, entenderá a dualidade como uma só existência em propósito de presentear a luz infinita.
E em suas pétalas a energia de incontáveis sóis terá gravado as vitorias de cada corpórea vivência!

L. Thoreserc

 

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Conto em Lira

Pigmaleão

I- Suas letras cozinharam no caldo veemente de sua insatisfação!
Tudo questionava, cada gesto alheio debochava
Sua fé aduzia que não havia uma gota miséria de esperança…
Sua expectativa era amarga…
Condenava a humanidade e nada dela esperava
e até mesmo os meios pechosos eram depreciados:

– não sabiam exercer nem mesmo
os próprios modos errados!

Passou por muitas luas sem notar o nascer do sol
Olhou por tanto tempo para as profundezas do abismo
e quando o abismo olhou de volta, não se surpreendeu em ver em si
tudo quanto no mundo reprovou outrora!

Não havia o rubro no sangue e verde algum para ornar com a rosa!
Mas havia cores que guardou no arcano de seu quinhão
e se fora de sua mente o mundo era devastação
em sua poesia morria sua misantropia e cheio de esperança sua fé renascia!
Tal como a fênix, o corvo da noite escrevia com a tinta de suas cinzas!
Monocromático mundo se coloria na gama de cores vivas
da tela mental do poeta.

A beira do abismo, inebriado nas asas entorpecentes de Artemísia
o poeta melhorava o mundo com sua lírica expectativa.
O corvo escritor leu na ires do abismo todo o seu cinismo
escolheu paliar sua empatia para que nada de seu coração fosse esperado
pois um ponto ameno em meio à guerra sempre será o sagrado
de onde muito, menos do que se pode oferecer, será esperado.

E tanto tempo foi a eternidade de um segundo
Passou tão rápido!

II- As flores reassumiram suas cores e o ciclo dos dias eram notados
Se a lua emergia aqui, o sol reinava do outro lado!
Houve um meio sagrado… uma ponte entre a Luz e a escuridão
afastado dos extremos, o poeta malabarista caminhava no fio da navalha…

Eis as suas falas:

– Olhei em tua face humana irmandade
E se de ti fugi foi porque me perdi
não suportei meu reflexo em ti!

Mas tantas vezes estive aqui
e todos os falhos homens que vivem em mim
trazia em mãos um nota de esperança
que juntas formam a canção sublime de uma ciranda!

E se os sonhos tornaram-se reais
sendo profeta de minhas eras
eu as fiz verdade!

Recebi o que esperei
projetei minha certeza absoluta
e ela me encontrou como realidade!

III- O poeta acordou nos vales em flor que, depois das sombra, edificou
estava só e de fronte a depravação de seus irmãos!

Não podia ser pássaro, nem homem e agora, em mãos, só a sacola de seus pecados!

Não havia poesia no abismo… Não havia mais inspiração em seu paraíso
era como se todo o seu lirismo tivesse esgotado…

Em mutismo… Sozinho… Escondeu-se na dobra do destino!

– Eu não fico mais aqui!
Esperei o pior dos homens e de mim…
Não fui decepcionado!

Mas quando fiz da expectativa uma ferramenta de edificação
projetando a paz e os reencontros de amor curando as pérfidas emoções
recebi o uivo reprovador dos lobos e as ovelhas se voltaram raivosas contra o pastor
e eu, que tão orgulhoso fui de meus erros, não sei mais ser aquele macróbio pecador!
Me dividi em passado e presente… E no irrevelado futuro um desconhecido “eu”
esperava em parcimônia as reações de minhas escolhas!

IV- Fermentava a expectativa adicionada na vida!
todos os conflitos faziam parte da reação química…
Compreendeu a trindade humana…

O poeta foi, o poeta é e o poeta será!

Tudo o que esperou de seus irmãos era na verdade o que hoje não fazia
E tudo o que tentava criar foi o que deixou por fazer
e da complexidade de seu senso o futuro era elaborado
e o poeta de amanhã foi gerado!

Esse poeta futurístico hoje é esse poeta que brinca com as letras nesse escrito!
sabe que para maioria está sendo prolixo!
Mas como o rei de Chipre ele esculpiu sua ideia de perfeição!

– Fui abalroado por meus modos compatíveis com meus irmãos
Por que te mudar, humanidade, sem antes oferecer o que exijo?
E por isso colori toda a monocrômica natureza

Dei rosas e adocei com mel os lábios misantropos
o que esperei de ti, humanidade, eu ofereci a mim mesmo
amei a minha profana trindade para aprender a filantropia!

E foi a beira do abismo que esculpi a minha perfeita companhia!
Tão bela escultura, e em meus sonhos possuía uma alma pura
mesmo traído não deixaria de acreditar!
Mesmo ferido não desistiria de lutar!
E uma vez na escuridão saberia se conduzir
para quando chegar na luz não cair na vaidade

Tão linda escultura que soprei nas narinas o folego da realidade
era o que eu queria, o que acreditava!

O que eu fui e o que sou esculpindo o que serei
E esse “serei” está no próximo segundo do relógio
Paradoxo do tempo, eu, nesse singular experimento,
projeto o melhor de mim!

Me reconstruí para poder, enfim, humanidade, amar e te receber!

E nesses dizeres, que poucos podem entender, eu deixo a mensagem

Não te esqueça profeta
são os tuas ações que fazem a profecia tornar-se verdade!

L. Thoreserc

O Homem que Não Pode Morrer -Arquivo Alado-

 

Chore estas lágrimas homem que não pode morrer
Chore tua morte que te acena no último ato do destino
Velho ou menino, o que apresentará de teus feitos?

Chore pássaro invencível… Despenque dos céus…
Se toda derrota fosse todo o mal em estar vivo
Qual beleza iria te inspirar?
Então chore nos braços de Shiva
E que Krishna te faça ver assim como fez Arjuna enxergar!

Cante com Mahadeva… Não desanime diante o que o mundo condena!
A fome torna digno quem não sabe comer!
O frio aquece quem não valoriza os dias de sol…
A morte ensina quem não sabe viver!
E a dor… É o unguento das juntas travadas
Dobra o orgulho de quem crê que ajoelhar-se é perder a batalha!

Aproxima-te do sol, mesmo que teus pulmões virem pedra nessa montanha gelada!
Veja, tu que na solidão vagou na imensidão de quatro paredes…
Hoje teu mundo é habitado, e mesmo que seja um gorjear triste
És tu o pássaro que anseiam ouvir cantar!

Não é fraqueza chorar!
Homem que não pode morrer… O que espera, no mundo, ver suceder?
Tua boca evoca o fogo destruidor, mas lamenta todo grito de dor!
Vomita diante a aproximação humana, mas tanto os ama!

E no discorrer dessas letras, pensa contrapondo seu próprio pensar!
-Nada sou, cale a boca loucura, não podes, do que não sabe, falar!

Sim… Apolo castigou-me e eu não posso mais cantar… Grito desesperado nas sombras
E na insígnia do rei o faço grande…
As bruxas me usam para assustar, fui impuro, Noé me soltou e eu não quis voltar

Sou dono da chave da imensidão, mas foi eu que ao lado da cruz do Cristo comi os olhos do ladrão!

Vivo das carnes dos que não se arrependem da degradação!

Tenho em mim tudo o que tu, por vergonha, tem escondido!
Teu armário, tua gaveta… O teu arquivo! A culpa que é tua, também é minha!
Então… Qual a diferença do Corvo para a escrivaninha?

Thoreserc!

Deus e (é) o Homem

Deus e (é) o homem

Vi uma discussão, pessoas falando sobre clonagem. Não bastasse a falta de saber científico, as pessoas determinavam razões religiosas, e se mostravam tão ignorantes em matéria de espiritualidade tanto quanto em ciência.

A alma não depende da existência de um corpo, seja ele concebido em laboratório, ou proveniente do intercurso sexual.
O corpo é dependente da alma, como um veículo que depende de um condutor. Não importa onde é e de que forma o seu carro foi fabricado, sua performance como motorista é o que faz ele se movimentar e cumprir o seu propósito.

Não importa de que forma um corpo é concebido, se for apto a comportar uma alma, ele terá uma alma!

Os fãs de Jesus são interessantes, se entendem Jesus como o próprio criador, o que para os mandamentos monoteistas ditados para Moises, é um pecado, não foi o próprio Jesus que disse que poderíamos até ser maior que ele? Compreendem a fé como o fermento para mágica… Um pensar diminuto sobre as potências humanas, fracassam tentando andar nas águas, viram escravos e renda financeira de oportunistas que vendem milagres ensinando as pessoas a menosprezar a ciência.

Isso é o legado da Santa Sé, os fãs de Jesus se digladiam, mas não devem esquecer que são frutos da mesma árvore e que essa árvore não é Jesus, essa árvore é a igreja, que perseguiu a ciência, que demonizou e matou cientistas, pois sabiam que o conhecimento liberta o homem do julgo da ignorância e ninguém pagaria a igreja para receber milagres. ” Deve pagar aos médicos?” … É de se saber também que a miséria nas mãos dos espertos é a maior arma, pois quem não pode pagar os homens e os remédios, só tem a fé para dar respaldo, mas isso não cria um paradoxo, Deus é o emprego dos espertos e aceita centavos RS.

Sabe, tenho pensado na cadeia dessa situação… As pessoas acreditam na existência da alma e dessa crença vem o conforto quando a vida aqui parece não dar muito certo, nos apegamos a certeza de que em outro lugar pode dar certo e cuidamos para que de fato dê, e é por isso que se recorre á Deus, e é por isso que se recorre á religião.

Somos tão medrosos que acabamos nos permitindo ao cajado de pastores que nos promete maravilhas e nos ameaça com sofrimento eterno, e se antes a pobreza e o sofrimento terreno eram promessas de um reino pós morte de felicidade, pois as pessoas já não tinham ambições de vencer, hoje que o capitalismo é a filosofia que impera e inspira, as riquezas viraram prova da benção divina e as pessoas pagam por ela.

Eu sou fã do homem e toda a sua complexidade, me delicio com todo esse movimento e a forma como pequenos conceitos tomam forma de um gigante… Em outro tempo todos os meus pensamentos e paradigmas, que eu mesmo crio a todo instante, me levariam para longe de Deus e eu seria um ateu magoado.

Porém hoje eu vejo tudo com um pouco mais de calma e não há como livrar o homem de algo que ele mesmo criou e deu poder ilimitado.
Não sei se infelizmente ou felizmente o homem passa o mesmo problema do Criador: Coexistir com sua criatura, sem que um prejudique o outro.

Em resumo… Homens irão criar estrelas, homens irão burlar a biologia e criar outros homens sem que necessite do prazer sexual de um homem e de uma mulher… Homens irão avançar no espaço e habitar outros mundos…. E quando esse sol chegar ao fim , nos homens já seremos capazes de criar outro sol… Porque, como disse o profeta, nós homens somos deuses!

Viveremos o desespero da religiosidade, pois ela terá que encontrar uma forma de continuar existindo, mesmo quando o homem não precisar mais de Deus, e será nesse dia que o encontraremos de fato, pois depois de muitas guerras, depois de muitos erros, iremos chegar ao ponto de sermos levados até sua presença somente por amor e nada mais. Sem interesses e sem idolatria, somente amor!

Quando Deus deixar de ser uma solução, iremos escolher seguir sem ele ou com ele, mas toda criatura deseja seu criador, toda água que sai do mar volta para o mar, acredito que iremos desaguar em seus braços… Mas isso ainda está longe, por hora… Aton brilha e irá brilhar iluminando a guerra dos homens!

Thoreserc

O Eterno

Ele sorriu da cara da morte, pois sabia que ela não era o seu fim!
Ele devorou a pantera ingrata que espreita o homem em sua derradeira jornada!
Fênix renascida das cinzas do próprio incêndio… Voa livre nos céus do além…
Araúna o grande… Pássaro negro de mistério!
Desdenhou da morte e tal como a lenda é em toda sua força… Araúna o inesquecível, aquele que é eterno!

Thoreserc “brauninha”IMG_20170707_195320_995.jpg

A Abelha

A Abelha

Confrontei minha razão em contraste com a beleza, quase inocente, da soberba na fé humana… Quão solitário pode ser não se debater diante o inevitável, quão triste pode ser a consciência do amor do Criador, que nos presenteia com a liberdade…

Esse Pai onipotente e tão ferido por nossas iniquidades… O vejo como um pai de muito filhos, filhos orgulhosos que somente volta suas faces quando estas estão transtornadas pela dor… Seria justo para conosco se ele, mesmo diante nosso arrependimento, nos tirasse o ônus de nossas escolhas? Quão irresponsável seria ele se nos livrasse da dor que plantamos?

Como pais, que também somos, orientamos os nossos filhos a não brincarem com lâminas afiadas, desobedientes filhos que manejam facas e espadas e quando se ferem nos resta beijar sua ferida e respaldar a sua dor… Sofremos juntos, mas não podemos livrar nossos filhos das reações remanescentes de suas ações… Assim é o Senhor!

A morte espreita o leito de meu velho pai, e mesmo diante a decadência de seu corpo e no abandono que a razão me coloca, uma voz fraca fala nas sombras de minha sabedoria!

– Ovelhinha preposta de Jacó! Teu pai viverá…

Digo a essa voz: Claro que viverá, a morte é só mais uma ato da vida, somos eternos, e mesmo que não fossemos imortais em alma, ele ainda viveria no DNA de seus filhos e dos filhos de seus filhos!

Essa voz que soa nas moléculas de meu corpo silencia…
Como se observasse a minha sobriedade, talvez esperando eu fraquejar meus joelhos para enfim me amparar, mas ergo a cabeça e devolvo ao mar de minha alma todas as minhas lágrimas; então, como quem me provoca a fala sufocada, essa voz me inspira aos pensamentos que vão até o sol e só assim deixo verter meu choro, somente diante a cruz do Cristo meus joelhos vacilam e eu desço a face até o pó da terra…

Homem como eu, humano e divino como eu e todos os homens do mundo… Sim… Ele tem o poder de acalmar a tempestade e aquietar as águas violentas do Mar!

Sim, ele tem o poder de levantar o homem da morte… Ele multiplica o pão, os peixes do mar e transformar a água em vinho…

Mas eu quero que sua luz me inspire a ser humano na mais perfeita concepção da palavra, esse é o milagre que espero, a cura da minha alma, a cura da alma de meu velho pai…

O amor que todos os humanos podem sentir, mesmo diante a face da ofensa e da agressão, encontrar forças para perdoar.

Eu quero a fé humana que consola no instante da duvida e que nos faz forte para aceitar o cálice com o liquido de nossas lutas e escolhas; anseio a coragem de permanecer humano, mesmo quando se tem o poder de descer da cruz e dizimar o inimigos.

Quero o milagre da humanidade de Yeshua! Olhar os homens pelo o que são e não pelo o que possuem que esteja de acordo com minhas crenças!

Eu não temo a morte… Essa existência recheada de indagações e filosofia, sempre teve como principal objeto de estudo a morte!

Sofremos por apego… Prendemos nossos pássaros em gaiolas para o deleite de nossos ouvidos diante o catar dolorido do anseio em voar!

Queremos que nossos amores vivam para sempre por não querer dizer adeus, não desejamos a eternidade dos que amamos no afã de que tenham mais tempo para serem felizes, desejamos que sejam eternos para que não soframos a partida e o adeus! Somos egoístas!

Aceito a hora desse adeus vitorioso, sabendo que fiz tudo o que pude e fui o melhor que podia ser, não tenho mágoas em meu coração, pois meu velho pai foi o melhor que ele podia ser!

Carrego comigo a sua maior lição… O perdão! Todos nós, por mais pecadores que possamos ser, temos em nós e em nossos atos, algo de belo que nos aproxima da humanidade de Jesus, e meu pai foi o Cristo quando perdoou verdadeiramente o seu agressor!

Muitos príncipes e reis se encheram de gloria em seus tronos, mas aquele que não recebia valor, era quem portava a coroa!

Pobre de ouro e rico de necessidades, perdeu-se na urgência do que julgou precisar, e os ignorantes se espantam diante a benevolência da vida!

Por que julgam sem saber?

Por que esquecem que a humildade levanta o pequeno e o coloca assentado entre os grandes?

Porque os homens vivem pelas marcas na carne e esquecem do espírito, julgam a justiça alicerçados na visão deficiente que ignora o que não são capazes de entender!

Sim, pequena é a abelha, sua ferroada fere, mas dentre todas as delícias da natureza, o seu trabalho é o mais doce!

A noite trouxe a escuridão, mas Atom Ressuscitará!

Meu velho pai está nas mãos de seu Senhor!

E assim o será!

Luana R Cirino (Thoreserc)

 

Aqui só há liberação

Tentou sugar a vida de minhas veias
na ânsia egoísta e com promessa fingida
quis misturar-se em minha descendência
e cheio de indecência
tramou suas teias!

Recebeu a sinceridade dos simples
que acreditam na bondade da serpente!
Inocentes! Mas não despreparados…

Se esquivaram do teu buraco
não caíram em tua armadilha
te amaram por nobreza do coração
não pelo interesse mesquinho
com que barganhavas um pouco de atenção!

Mas você acabou…
Está minguado… Teus dias de gloria se apagaram…
O dia de colher os espinhos chegou
as lagrimas que tu provocou… Secaram!

Somente o teu choro pode regar o teu jardim!
Que a chuva lave as manchas de teu passado…
Nada, que não seja liberação, encontrarás em mim!
O que tens agora é tão somente o teu legado!

Receba gratidão, e quem sabe algum dia,
receba também perdão!

Não dos que tu ofendeu
mas de ti mesmo…
teus feitos é o dedo de Deus!

Que tua melhor porção supere o negrume de tua danação!

Thoreserc

Hic Et Nunc

Ao ler o profeta Miquéias chego a conclusão de que nada já aconteceu ou irá acontecer… Tudo está acontecendo e sempre vai acontecer, não importa quantas vezes o amor nasça entre os homens; nunca iremos aprender e todas as vezes que o amor nascer, será , sem dó, assassinado por nossa violência e sua obra será convertida em arma de guerra e opressão… (Não temos jeito? Será?)

Não existe o passado e nem o futuro, vivemos um presente fixo de degradação que inocentemente chamamos de evolução, pois cremos que as facilidades tecnológicas angariadas na desgraça da guerra trata-se de evolução. (Sempre chegamos “aqui” e “daqui” nunca passamos, não somos a primeira civilização tecnológica desse planeta)

Para onde ir, se o caminho é um círculo, ou uma esteira cósmica que empresta a falsa sensação de movimento?
Caminhamos e caminhamos e estamos sempre no mesmo lugar… E quantas vezes já estivemos aqui?

Quantas vezes o “programa Humanidade” foi formatado?

Não há evolução quando o estado é de emulador de um programa complexo que concebemos em nossa insignificância por DEUS!

Não me sinto um ser apartado dessa realidade, sou alma inserida de todas as maneiras nessa dimensão vazia e mesquinha, mesmo que seja tão bela, ainda é reflexo doente de uma luta vaidosa por existência…. A ordem só encontra caminho pelo caos, a criação só é possível com suas bases alicerçadas na destruição… A existência provém da luta onde sempre o mais forte supera o mais fraco, está lá na seleção natural da vida, na estrela maior devorando sua companheira menor… Está na guerra diária em nosso corpo, onde nossas células brigam entre si em busca de promover a harmonia que nos faz vivos; na guerra entre nossas defesas e os micro-organismos que nos ataca segundo após segundo!

Está em nossa mente, nosso cérebro, que para manifestar a grandiosidade reduzida de nossa alma, fabrica energia como uma pequena estrela, capaz de criar regras e paradigmas que legitimam as nossas tendências homicidas!
E por que somos homicidas e violentos?
Porque ainda respondemos ao principio primitivo de nossa concepção, repetimos os tempos da caverna, onde defendíamos pela força o lar, a comida e a chance da reprodução…

Por que somos animais com vaidade de deuses e queremos destruir qualquer coisa que ameace o conforto que nosso cérebro encontra em não se cansar em busca de respostas.

Sim… Todos são movidos pelos desejos primitivos, que nas crenças cabalísticas são os degraus da involução; ao sairmos da fonte perdemos nossa graça e o nosso conhecimento por necessidade de se adaptar as dimensões “baixas”, para subir temos que acessar o vazio por trás de cada busca, o silêncio por trás de cada oração, a derrota por trás de cada vitória… Pois mesmo que realizemos todos os nossos desejos, que são derivados da necessidade primal da comida, do abrigo e da reprodução, algo sempre nos falta e é exatamente quando buscamos respostas, nas fé; na religião; na ciência; nos estudos que nos iludimos no determinismo e mais uma vez aprimoramos somente  os meios e prosseguimos ainda incentivados pelas mesmas ambições. Diante esse fato, nos desiludir um milhão de vezes, se for preciso, parece ser o caminho mais fácil que encontramos.

Quando acessamos o choro por trás de cada riso de alegria sabemos que há solidão no quarto do rei, que há lagrimas de dor e de tristeza na face de todos os homens da terra, não importa se poderosos, nobres, ou pobres e anônimos. Pois todos somos cheios do vazio da busca por si mesmo!

No final não se chega ao saber completo, ou ao que se chama de evolução, sem viver a carne, sem que seja humano, homem defeituoso, vivendo a eternidade de forma mortal, aos picado, em  prestações, marcando a terra com todos o corpos que deixa para a fome dos vermes!

Então não precisamos evoluir, já somos evoluídos?

Não acredito em seres estáticos, essa dimensão não concebe uma existência sem todas as polaridades deliciosas do fator humano, AH! Como é maravilhoso ser humano!

Não compreendo a evolução como voltar para um estado original do qual nos esquecemos… Na verdade não aceito, pois me recuso, me servindo da teimosia humana, de ser sempre a mesma coisa, pois se for isso, então está explicado porquê os anjos caem, e porquê um dia decidimos descer quando já estávamos lá no alto. Tédio? Ou necessidade?

Sangue sempre será sangue, não importa se descendo com gás carbônico ou subindo com oxigênio, sangue é sangue e sua circulação garante a vida!

Somos o sangue do corpo do criador… Subimos e descemos por suas artérias e o mantemos vivo com nossas experiências nesse percurso com ares de infinito…

O tempo… Ah! o tempo não existe, o tempo é subproduto do desejo humano por controle… Cada vida é um capitulo de uma novela chamada “eternidade” e é por sempre fazermos o mesmo caminho no corpo da criação, as vezes tomando atalhos em pequenos vasos e veias, mas sempre presos nesse corpo, que o único fato do tempo é o presente, o ” hic et nunc”

E por isso posso dizer que falo do futuro onde tudo já foi destruído, mas sou também o presente observador e o pretérito apressado, alma imortal em traje apropriado para essa parte do trajeto! Meu “aqui” é onde tiver de ser! Já estive nesse “Aqui” mas eu era diferente do que sou hoje, e amanhã estarei novamente “aqui” sendo bem diferente do que sou hoje!

Então… Muito prazer! Eu me chamo TEMPO!

No entanto, toda vez que chego “aqui” dou vasão à poesia e me torno artista!

Me torno a tinta feita de sangue grosso e envenenado, ao mesmo tempo que sou a tela e sou o pintor criando o quadro do aneurisma da Divindade!

E quando realizo o desejo de expressar, busco o vazio por trás dessa realização… Nesse vazio desejo ardentemente ser o sangue que corre das mãos do Criador e cai no irrevelado cósmico todas as vezes que ele esmurra a ponta da faca!

Namastê

Thoreserc

Kardecistas, Os Católicos da Nova Era.

Tudo no Brasil apodrece?

Kardec hoje não passa do padroeiro da FEB, que fatura milhões ao se servir da ignorância do terceiro mundo!

o elo racional entre Deus e o homem, a filosofia sem interseções cheias de condições religiosas morreu nas terras de Vera Cruz, pois o estilo “fé medieval” ainda é tendência por aqui!

Se apoderaram do Controle Universal do Ensino dos Espíritos para construírem mitos e lucrarem com o domínio público do nome de afamados mortos. E com isso deixam um rastro de demônios hipócritas e pretensiosos de fala mansa que vivem pregando contra os tesouros que a traça come, no afã de angariar “Bônus Horas” no céu (colônia)!!!

Mediante o emburrecimento (made in Brazil) dos ensinamentos codificados por kardec eu só tenho uma coisa a dizer: Lamento, pois hoje compreendo que o Padre Manuel fez com essa filosofia o mesmo que promoveu com sua catequese: ” mim usar seu colar de pena em sinal de respeito e por amizade índio joga fora a sua cultura e usa eternamente o meu rosário”

“tratados para o bem tornam-se ferramentas do Mal (mau) quando a pena que as escreve passa a ser idolatrada.”

Kardec Junto aos seus colaboradores foram motriz da evolução do cristianismo, mas toda essa evolução estagnou e o kardecismo andou para atrás seguindo os passos dos seguidores de Manuel e Francisco!

THORESERC

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